"Crescer em Manchester não é um problema para a maioria das adolescentes. Crescer em Manchester se torna um problema quando uma adolescente tem como irmão um fanático por Futebol, ou como diriam os ingleses, um hooligan. Crescer em Manchester se torna um problema ainda maior quando seu pai afoga seus problemas de operário comum em um pub ou quando sua mãe resolve se ausentar do mundo humano, trancando-se em seu próprio Mundo paralelo, onde seu filho não entra em brigas de times e seu marido é bem sucedido. Crescer em Manchester deveria ser um problema para Cleménce Granville Leroy - mas não era."
Esta á a "chamada" da minha mais nova personagem, Cleménce Granville Leroy e, como podem ver, ela é de Manchester e tem um irmão Hooligan, lol XD. Sim, por algum motivo obscuro eu sempre quis fazer um personagem Hooligan e o convite do Goten para jogar no staff do Mundo Bruxo me deu a oportunidade perfeita, mesmo que o irmão de Cleménce seja só um personagem secundário na trama de nossa heroína inglesa de origem francesa/irlandesa. Sim, uma personagem de irlandesa também é um sonho do consumo meu que - graças à Merlin - consegui realizar.
Cleménce Granville Leroy, inglesa por nascimento, bruxa por natureza e feliz por opção. Seja lá o que isso signifique. Quando tiver uma parte significativa da biografia dela pronta, posto aqui.
Ahh, mais uma coisa! Este blog que o leitor agora tem em seu browser foi destaque no Concurso Death Note! Estou extremamente lisongeada e não estaria mentindo se dissesse que realmente não esperava por esse destaque! Obrigada pelos elogios, Manon!
Bem, aí vai o selo! Lindo, não?

//EDIT: A história será gentil para mim, pois pretendo escrevê-la. (Winston Churchill)
Ambiciosa? Um pouco. Just Kidding. =P
- Postado por: Marilia~ �s 17h44
[ ]
Este é um trecho de um texto que eu estou fazendo para a personagem alemã Eleonora Gaspér, de Beauxbatons e que, de acordo com alguns amigos, é a personagem mais "Marilia" que eu já criei - tirando meu caro Mikhail, é claro.
*****
É estranha a maneira como seres humanos são manipuláveis. Basta dizer-lhes palavras de conforto e os terá em suas mãos. Basta sorrir e vomitar argumentos sem quaisquer fundamentos e eles farão aquilo que você quiser. Basta mostrar-se inteligente e fingir a existência de alguns valores ou algo como um caráter, que eles o admirarão e lhe entregarão suas vidas, sem pedir nada em troca, a não ser sua ilustre presença. Basta esconder seus objetivos e sua verdadeira face com a máscara da mentira, que tudo o que deseja acontecerá.
É estranha a maneira como seres humanos são tolos. Diga o que quiser, dê as piores desculpas possíveis, invente mentiras, altere verdades, finja ser o que não é - eles acreditarão. É fácil ser uma pessoa virtuosa, assim. É fácil ser admirado. É fácil chegar ao topo quando não se tem princípios. É fácil chegar a qualquer lugar. Não. Não é bem assim. Não ter princípios certamente tirará o incomodo peso da consciência de seus ombros, mas não o levará a qualquer lugar, se não souber como usar este detalhe a seu favor. Os fins justificam os meios, disse uma vez Maquiavel, e a História confirmou suas palavras.
Ela tinha princípios, só não gostava que soubessem disso. Ela tinha princípios. Só estavam escondidos no fundo de sua existência, onde sua consciência não podia encontrá-los. Ela tinha princípios, mas não os seguia. Afinal, do que adianta ter princípios, se estes sozinhos não são o suficiente para levá-la a lugar algum? Ela não precisava de princípios. Os tinha, é importante ressaltar, mas não precisava de maneira alguma deles. Na verdade, não os usava desde a infância, quando descobrira sua inutilidade no mundo real.
Princípios são para os fracos, que não possuem argumentos para dar base às suas teorias. Ela não tinha uma teoria, portanto, não precisava de argumentos para dar base a nada. Minto, ela tinha sim uma teoria. Não só uma teoria, como um objetivo. Ela queria o Mundo, porque era boa demais para ser só mais uma na multidão. Ela queria um nome, queria ser lembrada, porque saber que a morte apagaria qualquer vestígio de sua existência a assustava - e ela odiava sentir medo. Odiava saber que existia algo contra o qual não poderia lutar. Aquela sensação sufocante e desesperadora de impotência diante do perigo.
Perigo? Que perigo? Não havia de fato qualquer perigo. Só aquela sensação de nada poderia fazer para evitar a morte e o esquecimento. Morreria e mais nada. Gerações se passariam e ninguém nunca mais pronunciaria seu nome, ninguém nunca mais se lembraria de uma vez tê-la conhecido. Era só mais um rosto na multidão, que ninguém sequer notaria se desaparecesse de repente. Afinal, todos morrem. Todos são esquecidos. Não há o que temer. Olhando de perto, a inexistência não é tão assustadora. Talvez seja só um pouquinho.
Medo. Fear. Miedo. Gishin. Furcht. Craindre. O medo é universal. E ela sabia disso, afinal, já tinha visto a manifestação do medo de diversas formas possíveis em pessoas de diversas nacionalidades. Ela fizera muitas vezes as pessoas sentirem medo. Isso a fazia sentir-se poderosa. Só sentir-se? Não. Ela sabia que era poderosa. Sabia que tinha o poder de fazer tudo o que quisesse. Ela não só sabia como tinha consciência da grandiosidade do seu poder.
HA. Se sua família a visse agora, o que diriam? Nada de útil, ela suponha. Eram tolos e fracos, como todos os outros. Não mereciam vê-la agora, que estava a um passo de atingir seu objetivo. Um passo desnecessariamente grande. Se pelo menos soubesse onde encontrar aquilo... Aquilo que lhe daria o poder de... Ah, não importava realmente. Nada importava além dela própria. E de seu objetivo. Que a outra morresse da pior maneira possível. Ela não se importava. Aliás, a morte da outra estava em seus objetivos. Não agüentava mais ser simpática com aqueles vermes acéfalos mal desenvolvidos. Os fins justificam os meios, disse uma vez Maquiavel, e a História confirmou suas palavras.
- Postado por: Marilia~ �s 10h26
[ ]
| |